Viviane Senna: Brasil ainda não fez lição de casa do século 19

Viviane Senna: Brasil ainda não fez lição de casa do século 19


O que você vê de mais destaques para o
bem ou para o mal Do caminho que a educação tem tomado? A gente poderia dizer que nós temos
um grande desafio de aprendizagem Uma agenda deaprendizagem
que nós ainda não vencemos É uma agenda que foi já vencida pelos
países desenvolvidos durante o século 19 e 20 Tarefas como ensinar a ler, escrever,
calcular, pensar logicamente São atarefas clássicas e, ao mesmo tempo, a gente já têm novas demandas do século 21 Que vieram e que dizem respeito à
habilidades socioemocionais Como você colaborar, trabalhar em time, você
ter abertura ao novo, você ser criativo Você ter capacidade de ouvir o outro,
diferentes pontos de vista e respeitar isso Isso não é apenas uma agência, uma
agenda, produtiva As empresas sabem muito bem a falta do que isso faz, porque como os RHs das empresas dizem Eles contratam pelas competências cognitivas, técnicas,
né? E eles demitem pelas pela falta das competências socioemocionais Que são comportamentais, o que eles chamam por comportamentos Está visível na sociedade como um todo, toda a questão da intolerância Seja religiosa, seja de gênero, seja política, seja de qualquer.. étnica Qualquer que seja, ela diz
respeito exatamente, ela aponta a falta Do desenvolvimento desses skills básicos
de convivência Aprender a estar com outro, respeitar diferentes pontos de vista, ter empatia pelo outro Saber, né, se colocar no lugar do outro Desenvolveu muito isso daqui e nada isso daqui E agora, o que a gente está
vendo é que isso tem um preço Porque se você
desenvolve só uma parte Quando você precisa da outra, ela tá
sub-desenvolvida Eu costumo dar um exemplo muito simples, que foi aquele do evento que aconteceu em Brasília Que queimaram um índio em praça pública, que
era um grupo de jovens Esses jovens eram de escolas de ensino médio, em Brasília, de altíssimo nível Eles eram… era top, nas escolas tops de lá. E assim mesmo eles queimaram um índio na praça Então, não foi falta desenvolvimento
cognitivo. Eles tinham o melhor, né, disponível Ali faltou outra coisa. Não foi falta
disto, foi falta disso, mínimo de empatia De capacidade de estar no lugar do outro.
Senão você não queimaria uma outra pessoa ou ser Pode ser um animal, qualquer um A gente conseguiu triplicar o gasto por estudante da educação básica E mesmo assim, a gente
não conseguiu trazer resultados concretos disso Ou trouxe poucos resultados.
Por que a gente ainda patina tanto Inclusive numa situação de
contingenciamento de gastos? A gente não tem, ainda, uma lógica no
setor público de gestão eficiente Que se você não tem clareza de metas, se você
não mede se você está chegando lá Se está chegando na velocidade certa, na
intensidade certa, é a mesma coisa que Pegar um Boeing aqui em São Paulo querer chegar, sei lá, em Londres E você não tem nenhum painel e, portanto, de os relóginhos Mostrando se você está indo para lá, se você está indo para o Pólo Sul, Se você está indo na velocidade
certa ou se vai cair no meio do oceano Ineficiência é caro.
Você deixa de gastar, você gasta Onde não deveria e deixa de gastar
onde você poderia gastar Seja com até equipamentos, como computadores,
coisas assim que nem é, enfim, o central Mas salário de professor,
que as pessoas reclamam, poderia ser melhor Se a eficiência do sistema fosse
melhor A valorização da carreira do professor,
que é considerado uma coisa crucial Também para a educação avançar e é uma coisa
que exige dinheiro, então, na sua opinião A equação seria melhorar a eficiência,
para sobrar mais dinheiro para o professor, por exemplo? Esse é um aspecto que sim Porque, de fato, o professor é uma alavanca central, é um desses motores Tanto quanto gestão para melhorar, para resolver a
situação do quadro de educação no país Professor, a evidência mostra, a
evidência científica, mostra que 70% do Resultado de aprendizagem do aluno, está
ligado ao professor E qualidade do professor não é só salário, aliás, esse é
um… é outra coisa que não tem correlação Salário de professor e resultado de aluno A Malásia fez essa experiência Dobrou o salário dos professores, não melhorou o
resultado de aprendizagem dos alunos E ainda ficou com um rombo fiscal gigante,
ou seja, ele estava com um problema e ficou com dois Porque ele atacou o problema no
lugar errado, só com uma alavanca E usando a sua analogia do Boeing, a gente ainda navega muito no escuro? Quer dizer, insiste em práticas Que não… ou que estão erradas, ou que não são baseadas em evidências concretas? Eu acho que esse é um dos principais problemas da educação no Brasil A gente não leva em conta evidências Então, às vezes, teorias ou modas, né, que surgem,
passam a tomar o lugar, vamos dizer assim Da evidência e passam a pautar a política pública As quatro alavancas pra gente poder virar esse quadro Elas dizem respeito a
alfabetização, Na primeira… no primeiro ano. Você ter… você alfabetizar as crianças do país, que a gente não fez isso até agora Em pleno século XXI A gente… a segunda alavanca é professor, né,
a terceira é a gestão E a quarta é você fazer tudo isso com base em evidência O professor você acha que é uma questão de formação? Uma formação mais adequada, mais
próxima ao chão da escola? Sim, são várias coisas né, a formação
inicial, a formação continuada Ambas têm… sofrem do mesmo mal. Elas são extremamente teóricas, conceituais Assim como a própria carreira de magistério Ela deveria ser pautada por mérito, né Você ter uma promoção, você ter um
reconhecimento, pautado no resultado Que é o que… a única coisa que importa é se
essa criança está aprendendo Se ela está desenvolvendo todas as competências,
skills, que ela deveria estar desenvolvendo ou não Então, isso deveria
ser a bússola de qualquer evolução Numa carreira de magistério. Não é o
tempo em serviço, não é o tanto de cursos que você fez Por que se você fizer tudo isso e o
resultado continuar ruim Cara, você fez o curso errado, você gastou anos à toa, porque a única coisa que importava Não foi conseguido, entendeu? Então assim, não
adianta ter um monte de diplomas Pendurados na minha sala de médico e todos os meus pacientes morrem Sobre alfabetização, que também é um tema que a gente discutiu, né O MEC criou uma secretaria para isso. Se eu não me engano, eu vi numa entrevista sua à revista Exame, Que seria necessário até mais do que isso. O que é esperado do MEC para a gente resolver esse problema Meio que crucial, né, que é quase uma das alavancas até que você mencionou? Na verdade, o mais que eu falei é que eu
tinha proposto, que a alfabetização Fosse o carro-chefe do governo
Bolsonaro. É nesse sentido que eu disse Que seria legal, assim como o Fome Zero
foi o carro-chefe do governo Lula O que eu acho é que a alfabetização poderia
ser o carro-chefe, porque você não está Tratando como no Fome Zero da
consequência Que é a miséria, você está tratando da causa da
miséria e da desigualdade que é a educação Que é a falta de educação. Eu
acho que eles capturaram essa ideia sim Da importância de alfabetização que é
uma coisa super importante e criaram até Uma secretaria para essa, vamos assim, é
dar esse status de importância para o tema Agora, naturalmente, a alfabetização, como
todos esses e outros elementos Que a gente teve falando, ele precisa ser
tratado com todos os… as alavancas Necessárias, né, a evidência, a eficiência,
a formação de professores Eu acho que é importante a gente
identificar onde que a gente está Acertando, onde está errando e, sabe, ir para frente A gente não pode ficar refém de erros
e de críticas o tempo todo olhando só O que não funciona. A gente tem que olhar o
que funciona, tem que ajudar a dar certo Por que você pode até gastar o dinheiro e
pôr de novo dinheiro, mas a vida da Criança não volta nunca mais.
Então, você não tem o direito de não Ser eficiente gastar oito anos da vida
da criança com nada, entendeu? Eu acho que eu vi no Altas Horas, que você falou que foi convidada três vezes para ser ministra da Educação E sempre preferiu não, que você até ficou tentada. Queria saber se existe alguma Circunstância que você se sentiria
compelida a assumir esse cargo mais político Você se vê mais nessa função, se
vislumbra nessa função? Está difícil de me convencer

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77 thoughts on “Viviane Senna: Brasil ainda não fez lição de casa do século 19”

  • Desculpa Viviane, mas quem deveria ensina empatia, respeito, limites seria a "família"! Escola é conteúdo! Apesar que, agora, nem uma coisa, nem outra… Vamos ter "Youtube" pra educar!! A família e a educação pública se renderam a internet… parabéns aos envolvidos!

  • Escola não tem que ensinar tolerância e empatia,tem que ensinar matemática,português,física,química,etc.Quem deve cuidar da personalidade da criança são os pais.

  • E os pais e suas famílias? Se a escola assume mais essa atribuição, mais uma vez sobrecarrega o professor, mas é mais fácil cobrar da escola do que das famílias né? As escolas estão sucateadas, os profissionais do Rio de Janeiro estão 6 anos sem qualquer aumento ou reajuste e agora essa. Faça-me o favor.

  • BBC, seria interessante se o(a) entrevistador(a) pudesse ser ouvido… que tal um microfone para ele(a) também???

  • Parei, Viviane Senna, dizer que a melhoria salarial do professor não vai impactar na melhoria da aprendizagem do aluno, só pode ser a fala de alguém que nunca entrou em uma sala de aula.

  • Atualmente o maior problema da escola é o professor, pois a maioria já oriundo de escolas ruins, devemos criar uma nova política de admissão com testes mais efetivos, tanto do ponto de vista técnico como moral.

  • Gilberto Ferreira says:

    Não! Escola tem que ensinar matemática, inglês, português etc…. Outras coisas se trás de casa…..

  • Mara Sandra Zanin says:

    Viviane Senna dizendo isso revela como nós lidamos com a hipocrisia. Ela que apoiou e apóia a figura mais intolerante do país. A questão da intolerância hoje senhora, se deve principalmente a quem está no governo nos dias atuais.

  • Jonicles Vieira says:

    O pessoal tá falando que tem que ser ensinado em casa se esquecendo que nas escolas é ensinado sociologia ou seja o convívio em sociedade!, E também podem ensinar a fazer e aceitar críticas construtivas!

  • Edinilson Silva says:

    Infelizmente o carro chefe do Bolsonaro na (falta de) educação é Capim Para Todos. Quatros anos perdidos.

  • Leister Carneiro Theodoro says:

    O que ela quer é subserviência , é muito triste uma irmã de um campeão que enfrentou o presidente da FIA.
    Na cabeça dela é assim da minha família pode enfrentar para ir pra frente mas o resto da ralé tá aí para obedecer, faça-me o favor
    Se o filho dela tivesse o mesmo sangue no olho do tio, não teria feito a figura que fez na F1, pois estava preparado para fazer social não para ganhar uma corrida

  • Jonicles Vieira says:

    4:42 eu gostaria de saber qual pesquisa mostra esses Dados gosto de anotar tudo certinho porque hoje em Dia as pessoas acha que tudo é fake precisamos Das fontes!

  • Nunca fui com a cara dessa sujeita. Recebe inúmeras verbas do governo de SP, e por isso, defende assiduamente o Dória e o governo Bolsonaro. Essa aí nunca defendeu os trabalhadores. Professor na mão dessa sujeita vai sofrer ainda mais!

  • Pascoal Cardoso says:

    Sábias palavras….escolas e pais…. ações e atitudes simples….para formarmos crianças e adultos conscientes!!

  • O Brasil é tão ridículo na educação que políticos e imprensa dão poder para socialite querer tutelar professor.

  • Um salário digno para Professor é o mínimo necessário para a educação melhorar!!!
    A valorização do trabalho de Professor é importantíssimo para a melhoria da educação no País. Pessoal tem que entender que o trabalho do professor não é apenas na sala de aula, professor tem que preparar e planejar a aula de modo a conseguir atingir suas metas pedagógicas, e depois da aula ainda precisa corrigir provas e atividades para medir se conseguiu atingir seus resultados. Essa medição vira entrada para o próximo planejamento, é uma jornada tripla de planejamento, aula e análise que ninguém olha. Se for mulher costuma ter ainda mais uma quarta jornada de dona de casa.
    Com os baixos salários que os professores ganham no Brasil, para se ter uma vida digna, o professor tem que pegar aulas muitas vezes em mais de uma escola, trabalhando de manhã, tarde e noite apenas nas escolas. Fazendo isso, quando que sobra tempo para o planejamento e análise ? professor acaba usando o final de semana para corrigir prova e não sobra tempo nenhum para sua vida pessoal e social, e isso adoece as pessoas.
    A classe de professores do Brasil é uma das que tem mais afastamentos por problemas psicológicos, para se ter uma mente sã neste ramo a opção mais utilizada é não se dedicar ou não se importar muito com o seu trabalho, porque é muito ingrato ser um professor insistente e dedicado nesse País.
    Um salário digno para Professor e melhores condições de trabalho é o mínimo necessário para a educação melhorar!

  • Os salários e condições de trabalho dos EBTT melhoraram e, consequentemente, a competição e a qualidade dos profissionais aumentaram. Somos primeiros no PISa e no ENEM. A rede federal de ensino é a evidência contra o discurso dessa senhora.

  • Gustavo Valdiviesso says:

    Acho que o que ela quer dizer não é ter aulas sobre inteligência emocional (como empatia), mas sim revisar a forma como nosso ensino veta esse tipo de ferramenta social. Mas a Sra. Viviane Senna, como todo bem ser humano, acerta em alguns aspectos da educação se equivoca em outros. Em particular, ela falha em visualizar a educação como um mercado, quando é justamente a educação mercantilizada é o que criou toda uma geração de jovens que por poder pagar um bom cursinho aprendeu a fazer prova, mas não tem conteúdo. Educação como política pública tem outra dimensão que não pode ser imposta com métricas clássicas como o desempenho do professor. Uma empresa pode fazer isso porque se o funcionário não atinge a métrica, ela contrata outro. Mas o que você faz quando não tem outro? E é ai que a valorização do profissional entra: somente após uma geração vendo a carreira como atrativa é que você vai ter massa crítica para ter este tipo de pensamento. Ela é uma boa pessoa e a função Senna tem um papel social relevante na vida de muitos jovens, mas enquanto as pessoas que podem ser ouvidas, como ela, não acertarem todas as notas do discurso, não vamos sair do lugar.

  • RAPHAEL EUSTÁQUIO DO CARMO says:

    O desafio da Educação é Ensinar: português, matemática, história, geografia, etc. A tolerância, o respeito, o diálogo são aperfeiçoados no contato social da escola, mas devem ser ensinados no BERÇO. Isto está faltando BERÇO!

  • Marcos de Sá says:

    Os exemplos vem de cima dona Viviane. Acho estranho a seu posicionamento qdo foram vcs que escolheram este rumo para o país. Tomem o poder nas mãos e parem de mimimi. Olhem o presidente que vcs escolheram para voltarem ao poder.

  • Como alguém que apoiou um candidato fascista, preconceituoso,racista, homofóbico , misógeno, enfim intolerante, incapaz de aceitar as diferenças, inclusive ideológica, defensor da tortura e idolatra de torturador. Então vêm com este discurso de 'respeito as diferenças e tolerância? Não foi um candidato que surgiu de repente. Bolsonaro já bradava em suas redes sociais, em entrevistas e no Congresso ainda deputado toda a sua estupidez e grosseria com minorias e incitação à violência contra a esquerda. Que apoiasse qualquer outro, mas não. Apoiou o mais cruel, com adeptos em seu discurso de ódio tão ou mais cruel. Ou ela dirá que não sabia nada disto?!! Foi tão "parceira" da candidatura de Bolsonaro que foi o primeiro nome que o fascista cogitou para comandar a pasta da educação tão logo assumiu. Fez oposição ferrenha ao governo de Lula e Dilma, sem ao menos considerar os avanços que os investimentos em educação promoveram. Nada a admirar. Aliás, sempre tive ressalvas sobre ela. Blá blá blá de madame que nunca precisou lutar para nada.

  • Pedro Aureliano Silva says:

    A hipocrisia ainda está muito presente em nós.

    Nós não aprendemos a nos unir para solucionar os problemas.

    Imagine se conseguíssemos unir os setores da comunicação para ensinar as descobertas.

    Os problemas seriam compartilhados com especialistas no assunto e mais pessoas poderiam opinar para as passíveis soluções.

    São muitas as maneiras e muitas as ferramentas para uma educação melhor no país.

    Podemos fazer jogos, filmes, desenhos e brincadeiras que exercitam o cérebro e trazem conhecimento através do exercício das palavras.

    Tudo que temos contato aprendemos com mais facilidade.

    Reunindo profissionais de muitas áreas fazemos as melhores ferramentas.

  • Arq Rachel Gusmão says:

    Eita, que dizer que professor que recebe mal não implica na qualidade da educação do aluno, é bem questionável hein?

  • Tarcisio Tito Salgado says:

    Parabéns Viviane! Uma visão muito lúcida sobre a realidade brasileira. Educação é fundamental para qualquer sociedade que deseje evoluir . Há dois mil anos já se falava em educação…e ainda não aprendemos.

  • estalinista fidel castro says:

    BBC jornalismo sério e didático sempre se superando nas matérias jornalistas e Uma equipe de jornalista muito bom BBC

  • Não precisa ir muito longe pra ver que na maioria dos casos os pais falham na educação dos filhos. Quantos adultos mimados, antipáticos e difíceis de lidar nós temos contato no nossos dia a dia? Vários exemplos. E isso tudo vem da família. Se os pais não tem tempo, disposição e nem capacidade pra ensinar empatia e respeito aos seus filhos então que a escola faça isso por eles. Escola deve ser lugar de formar futuros seres humanos que sabem conviver em sociedade.

  • temos um presidente ante educação principalmente no ensino superior, reflexo de um povo que vez toda a escola mas saiu sem nenhuma educação

  • Thiago Latenek says:

    Quem tacou fogo no índio foi o filho de um juiz,e esse bandido ainda passou no concurso da polícia federal… só procurar ae no Google sobre o índio incendiado em Brasília que as informações aparecem.

  • E ela acredita que apoiando o gov. Bolsonaro vai suprir todas essas demandas? Tá de brincadeira. Esse sujeito que atualmente nos governo – temporariamente, felizmente – não tem projeto algum de país, quiçá para a educação.

  • sandroplancton says:

    Achei bom o que ela disse. Mas a superação da pobreza não está unicamente na educação. È preciso gerar trabalho para os responsáveis desta criança, um trabalho que valorize o trabalhador… Enfim. É uma visão sociológica do problema da educacão.

  • Robson Almeida says:

    Cara, se quer dar um passo para frente na educação, diminua o número de alunos por sala. Coloque no máximo 20 alunos. Assim os professores podem dar mais atenção individual para cada um e ainda até pode tentar resolver as dificuldades na aprendizagem que cada um tem. O Brasil deveria começar com essa redução a partir das capitais dos estados e aos poucos levar a ideia para todo o país. Salário é uma fatia da pizza, assim como formação continuada para os professores, equipamentos adequados para trabalhar. Mas se quer ver os resultados chegarem, reduza a quantidade de alunos por sala já!

  • Ipsis Litteris says:

    Estranho uma mulher que apoiou o Bolsonaro falando em empatia e tolerância. Contraditório pra não dizer demagogia pura.

  • Ela só não foi ministra da educação por conta de ideologia. Nem o indicado por ela conseguiu. Logo depois da repercussão da indicação, colocaram o Vélez. Deprimente.

  • David Goncalves says:

    Contradição enorme a Viviane falar em tolerância e empatia sendo que ela apoiou Jair Bolsonaro para presidente. Não consigo ver tolerância e empatia nas palavras e ações do atual presidente. Só pra enfatizar: Temos hoje aquilo que plantamos ontem através de nossas palavras, pensamentos e ações. Sendo assim, não há como apoiar uma pessoa extremista como Bolsonaro e discursar sobre algo que ele e seus apoiadores não representam.

  • Ricardo Nachmanowicz says:

    Essa mulher não é uma especialista em educação, ela apenas teve acesso a alguns números oficiais e maneja apenas com isso. Em segundo lugar, ela faz parte de uma associação de milionários brasileiros que defendem o fim da Universidade pública, privatização e tomada da educação superior por grupos empresariais que ela representa e mesmo participa. Por fim, ela é uma pessoa que nunca ascendeu por méritos próprios, ela foi lançada na mídia após a morte trágica de seu irmão e aproveitou esse momento para ser porta voz de interesses da aristocracia no meio político e social. Gente dando pitaco em educação é fácil, aguardo o momento que a BBC convide alguém que é realmente especialista e que conviva de verdade com a educação brasileira, essa Viviane só conhece gente pobre pelos livros.

  • Carlos Carneiro says:

    Tanto a direita quanto a esquerda se apegam mais às suas ideologias na maneira como a educação deve ser conduzida do que às evidências científicas do que realmente funciona. Enquanto for assim não sairemos do lugar.

  • Muito duvidosa a escolha da especialista para falar em qualidade de ensino no sistema educacional brasileiro. Parece um trabalho jornalístico acomodado, ao contrário de tudo que tenho visto aqui na bbc Brasil. O próprio título trai uma visão preconceituosa de nossa história. Século 19 para quem ? Aí parece estar nos comparando com a Europa e EUA, é nós somos o polo fraco da comparação. Quando vai defender que o “salário do professor não tem correlação com a melhoria do desempenho dos alunos” nos compara agora com a Malásia, que ao fazer essa bobagem não só não melhorou o aprendizado, mas também gerou um rombo nas contas públicas! Parece que a conclusão que devemos tirar é: o ensino público não é bom porque é mal gerido, e não adianta jogar dinheiro lá (dado lançado pela repórter acriticamente) que ele só melhora com a gestão feita na lógica administrativa, i.e, privada. Aqui está minha crítica à bbc Brasil, “ qual o sentido de entrevistar uma defensora da iniciativa privada para se tentar descobrir as causas dos problemas do ensino Brasileiro, quando se sabe que temos um ensino público e um privado com duas lógicas extremamente diferentes?” Só vejo duas respostas: ou não se atentou para essa realidade social básica. Ou, assumiu-se que a lógica do setor de mercado, privado, administrativo possa substituir a lógica do setor público. Nos dois casos me parece mau jornalismo. E má ideia.

  • Marcelo Pedrosa says:

    Mas apoiou o Bolsonaro ! Como pode ser a favor da educação?????🤷‍♂️🤷‍♂️🤷‍♂️🤷‍♂️

  • Aí pega uma exceção que é a Malásia (que não se sabe os fatores que influenciaram) e torna regra "salário de professor não influi na melhora da educação", mandando todos os países realmente modelo pro lixo, EUA, Canadá, UK, Finlândia, Dinamarca, países escandinavos, Japão… e mais um monte. Me poupe.
    Concordo sobre eficiência, esta depende de qualificação técnica e estrutura dentre outros fatores, não dá pra jogar a responsabilidade num ponto só.

  • Erasmo Moisés says:

    Pautar a valorização profissional de professores da escola pública no Brasil a partir de resultados de aprendizagem é uma falácia, assim como soa estranho a garantia de que as ações do professor são responsáveis por 70% da aprendizagem do estudante. Não seremos professores eficientes/eficazes enquanto não formos valorizados, enquanto o problema da violência for uma constante na escola, enquanto não houver estrutura (e até comida), enquanto as salas de aulas estiverem super lotadas, enquanto a família e o poder público estiverem distantes da escola [….].

  • se o professor é 70% do aprendizado do aluno e estamos nas ultimas colocalçoes da lista do pisa, então temos um problema grave nos cursos de pedagogia ensinados nas universidades brasilieras

  • Alan Christian Gonçalves Ferreira says:

    Há quem diga que exista o fator genético envolvido , que por conta da falta de implementação nas gerações passadas as futuras gerações venham geneticamente desfavorecidas .

    Eu não concordo com isso , acho que o cérebro é um músculo quando estimulado agrega valores .

    Eu mesmo tenho facilidade para arte . mas nem tanto para oratórias . O meu cérebro não funciona claramente ligado a minha mente quando eu falo . As ideias que eu escrevo por exemplo , não consigo pensar enquanto falo .

    Mas eu acredito que isso acontece porque desde criança eu não fui muito estimulado a falar .

    Mas o Brasil esta atrasado em educação , a informatização pode ajudar muito , mas ainda os preços dos computadores estão altos , esse mercado tem que estar mais acessível as pessoas de baixa renda . Precisamos diminuir os privilégios .

  • Eduardo Antonio Di Cavalcanti says:

    "Melhorar a educação"… se não abordarmos a quantidade (limite) de alunos em sala de aula & patamar (digníssimo!) salarial no magistério é bastante provável que não saiamos do estágio onde estamos (estancados, esgasgados).

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