Brexit: 3 caminhos para o Reino Unido sair da encruzilhada

Brexit: 3 caminhos para o Reino Unido sair da encruzilhada


A data fixada em lei para o Brexit, que é a saída do Reino Unido da União Europeia, está se aproximando: o dia 29 de
março. Mas os britânicos ainda estão bem longe de um consenso sobre os termos
desse divórcio com o bloco europeu. Sou Nathalia Passarinho, repórter da BBC News
Brasil em Londres e vou tratar hoje das três possíveis saídas desta encruzilhada.
Em pouco mais de um mês, a primeira-ministra britânica, Theresa May, passou
por dois sufocos e uma derrota histórica. Ela sobreviveu a duas moções
de desconfiança, que é quando o parlamento questiona a liderança do
primeiro-ministro e faz uma votação para decidir se ele ou ela deve permanecer no
cargo May portanto venceu essas votações, mas
viu a proposta que tinha negociado para o Brexit derrubada por uma maioria
esmagadora. E agora? O primeiro dos três caminhos passa pela negociação no
parlamento de um acordo alternativo com algumas mudanças para amenizar os
impactos da saída do Reino Unido do bloco europeu. Essa é a vontade de Theresa
May. Essas medidas são coisas como garantias para que os britânicos que já
moram em países europeus e os europeus que moram aqui possam continuar a
trabalhar e estudar onde estão e trazer as famílias.
O novo acordo também tem que fixar um período de transição.
Na proposta que foi derrubada, o Reino Unido continuaria por 21 meses seguindo
as regras de comércio da União Europeia enquanto negocia novos acordos
bilaterais de comércio. Agora, o ponto mais polêmico que fez com que rebeldes
do próprio partido de May derrubassem a proposta original diz respeito à
fronteira entre as duas Irlandas. A Irlanda do Norte é território britânico
e a Irlanda é um país independente que faz parte da União Europeia. Por muitos
anos, houve conflitos sangrentos entre esses dois territórios. O assunto é tão
complexo que mereceria um vídeo a parte Tirando questões históricas e religiosas, pode-se
dizer que um lado queria que a Irlanda como um todo se tornasse um país
independente, o outro queria que o território fosse todo britânico. A
disputa acabou com negociações de paz no final da década de 90 e um dos pilares
desse acordo foi não ter uma fronteira rígida entre Irlanda do Norte e a
República da Irlanda. Com o Brexit, essa fronteira voltaria a existir, já que o
Reino Unido estaria sujeito a regras de comércio e trânsito de pessoas
diferentes das do bloco europeu O acordo da primeira-ministra previa o
chamado backstop. O que é isso? Uma cláusula que impediria a instalação de
um controle alfandegário, caso o Reino Unido e Europa não chegassem a um acordo
sobre regras comerciais durante a transição. O problema é que defensores do
Brexit temem que, na prática, essa cláusula permita que o Reino Unido
continue amarrado à União Europeia, afinal parte do território seguiria
regras de livre comércio. Para contornar as críticas que isso, na prática
deixaria o Reino Unido amarrado à União Europeia, Theresa May quer garantias que o
backstop vai ser temporário. Mas olha, ao que tudo indica, não vai ser nada fácil
chegar a um consenso sobre isso. O segundo caminho ou o no deal. Em português, isso
significa simplesmente sem acordo. Nesse caso, o Reino Unido deixaria a União
Europeia em 29 de março sem qualquer regra de transição nem proteção a migrantes europeus e acordos de comércio. O Bank of England, que é o Banco
Central britânico, já disse que, se isso acontecer, o Reino Unido vai viver uma
recessão pior que a da crise financeira internacional de 2008. A previsão é que a
economia encolha 8% este ano. Empresas britânicas teriam que pagar da noite pro
dia tarifas de exportação e importação sobre produtos que vendem ou compram da
Europa. Além disso, bancos e empresas que hoje têm sede no Reino Unido terão que
migrar para países europeus para manter as condições comerciais e até os
funcionários que vêm de diferentes países do continente. Sem contar o mar
de burocracia que teria que ser implementado da noite pro dia. A maioria
dos trabalhistas e conservadores diz que quer evitar esse cenário. Por outro lado,
há quem diga que um Brexit mais radical devolveria ao Reino Unido
controle total nas fronteiras e sobre a própria economia. O último caminho passa
por um plebiscito. Essa ideia vem ganhando força principalmente na oposição, no
Partido Trabalhista. Mas muita gente é contra por acreditar que seria um
desrespeito à consulta popular de dois anos e meio atrás, quando 51,9%
dos britânicos optaram pelo Brexit Já quem defende um novo plebiscito
argumenta que a campanha do Brexit foi pautada por mentiras, como a afirmação
de que a saída da União Europeia iria trazer milhões de libras a mais para o serviço
público de saúde, o NHS Para esse grupo, o povo britânico deve
ter o direito de escolher novamente se quer ou não o divórcio com a União
Europeia. A primeira-ministra até agora não deu indicação que pretende convocar
um novo plebiscito. E, para isso acontecer, o prazo de saída do Reino Unido, dia 29
de março, teria que ser adiado. O parlamento teria que aprovar uma
legislação com regras específicas para um novo plebiscito. Se a lei for aprovada,
várias etapas teriam que ser cumpridas, como um período de campanha informativa.
Todo o processo, segundo especialistas do University College London, duraria no
mínimo seis meses. Bom, por enquanto todas as cartas estão na mesa. As próximas
semanas vão ser decisivas para saber qual desses três caminhos o Reino Unido
vai trilhar Em meio a tudo isso, Theresa May, cada vez
mais enfraquecida politicamente, ainda vai ter que lutar para se manter no
poder Ela pode ser alvo de novas moções de
desconfiança No meio
de tanta incerteza, pode até parecer estranho que a vida siga normalmente
para os britânicos. Quando a gente anda pelas ruas aqui em Londres,
nem parece que o país está diante de um futuro tão incerto. Vamos ver se esse
sangue frio todo vai continuar nas próximas semanas. A gente vai continuar
acompanhando essa história para você não ficar de fora. Gostou do vídeo? Então,
compartilhe e assine o canal da BBC News Brasil no YouTube. Até mais

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83 thoughts on “Brexit: 3 caminhos para o Reino Unido sair da encruzilhada”

  • A melhor coisa a se fazer é um "no deal"
    Pois a União europeia não vai deixar eles sair com um bom acordo eles estão destruindo o reino unido para mostrar aos outros que tem a intenção de sair
    "Tá vendo como vc vai se ferrar"

  • Wellington Cardoso says:

    Que confusão o Reino Unido criou huahuahua!!!
    Protecionismo, Regulação e Burocracia gerou esse Brexit e o livre comércio que se foda huahuahua!!!

  • É mais fácil fazer um novo plebiscito e deixar o povo decidir novamente sobre a saída ou não do Reino Unido do que o No Deal ou o Back Stop.

  • Disse se que havia confictos sangrantes entre os dois partes de Irlanda, e que havia um grupo das pessoas que querem que tudo dê Irlanda pertence ao Reino Unido. Isso não é verdade. Havia um grupo terrorista, IRA, que queria o Norte juntar com o Sul. Mas o outro lado os unionistas só quer que aquele parte do norte mantenha no Reino Unido. Havia muito conflito entre os dois lado no Norte de Irlanda mas não entre o Norte e o Sul de Irlanda

  • Gustavo Vieira de Sá says:

    O "No deal" era a solução perfeita à dois anos atrás, hoje é inviável, Theresa May não soube aproveitar a oportunidade e ainda fez muita merda para chegar nesta situação.

  • bolacha de água e sal says:

    Será que no reino unido tem gente falando "se vc não gosta do brexit não precisa ficar torcendo contra não"?

  • Marlon Alcântara says:

    Passada a onda conservadora, que vem se mostrando muito rasa e passageira, o que fazer com o resultado do Brexit??? Fazer um BreEnter de volta pra Europa? … Reino Unido prêmio revelação em fanfarrisse.

  • Gente, não tem saída esse Brexit. Se o Reino Unido sai do mercado comum, vai ter que negociar individualmente com todos os países. Se a União Europeia quiser, solapa qualquer acordo vantajoso para os britânicos: tu vai escolher uma ilha ou um mercado de 500 milhões de pessoas e 27 países?

    Se permanece no mercado comum, vai obedecer a regras alfandegárias da UE sem ter nenhum poder de arbitrar nas decisões do bloco porque não terão mais representantes no Parlamento Europeu e no Conselho da Europa.

    Se sai da UE sem acordo, fica da noite pro dia sem acordo comercial nenhum e vai ter que correr pra firmar vários, em posição de desvantagem nas negociações. Além de ter reestabelecido a fronteira dura na Irlanda que vai gerar sectarismo na ilha, de enfrentar mais um plebiscito de independência da Escócia que votou pra ficar na UE, além do dano absurdo à infraestrutura, à oferta de serviços e à própria economia nacional.

    Se faz um novo plebiscito, além de adiar a saída da UE se ela de fato acontecer, divide ainda mais o país e ainda desrespeita a decisão dos que votaram pra sair em 2016. O Remain provavelmente ganharia, mas por uma margem minúscula de votos, o que levaria a mais confusão.

    Os britânicos se deixaram levar pela falácia do Nigel Farage e do Boris Johnson e se foderam lindamente. Arrumar essa bagunça agora, só rezando.

  • Fizeram a votação pro povo escolher e depois ignoraram pra fazer essa piada de acordo, o povo quer ser ouvido, mas a mídia e os parlamentares ignoram isso.
    Os cidadãos europeus estão cansada da UE, e se o Reino Unido sair vai deixar um buraco neles e um precipício na Europa, é realmente uma situação complicada, os europeus estão insatisfeitos com a UE, é só olhar as ruas, os Yellow Vest estão crescendo pela Europa.

  • Sobre esse assunto, não tenho uma opinião formada por falta de conhecimento na área. Pelo que pesquisei, a melhor opção relevando os pontos atuais seria uma saída sem acordo, com um tipo de desburocratização e redução de impostos. Contudo, como é politica vai saber o que realmente seria bom.
    Diversos países estão passando por mudanças… espero que seja para um futuro melhor…

    Sobre o Reino Unido, sendo sincera ainda tenho dificuldades de intender a sua nomenclatura. No último mapa que vi, a Irlanda do Norte não era indicado como parte dele. Parece que vi um mapa errado, pesquisei e realmente, faz parte. Pelo que entendi, o Reino Unido é uma junção de países.

  • Eduardo Conceição says:

    Os populistas britânicos impeliram o povo a votar a favor do brexit, porém não explicaram o que isso significaria e os impactos disso! O RU já tinha uma posição diferente no bloco, pois não abandonou a libra. O irônico é que a primeira ministra estava tocando o brexit que foi decidido pelo povo e vai acabar caindo por conta de tentar cumprir a missão! Vai que tem um saldo positivo para a Escócia e a Irlanda terem sua independência. Cara muito louco isso tudo e demonstra bem que conhecimento e informação devem ser amplamente divulgados para evitar estas "shitadas"

  • É só ir de no deal msm e já deixar acordos bilaterais de comércio, cooperação e trânsito de pessoas já engatilhados pra começar a produzir efeitos na data do brexit

  • Gilberto Matheus says:

    Ou seja: os britânicos acreditaram nos chavões de sempre da extrema-direita e agora não fazem a mínima ideia do que fazer. Parabéns!!!

  • Eu dou é risada! Hoje ficam aí querendo cancelar o Brexit, mas era só esses jovens britânicos sem cérebro terem votado contra essa merda e não ter deixado os velhos decidido o futuro. Os velhos vão tudo pra cova, vai ficar o abacaxi pros jovens que não foram pra urna.

  • Quem era contra o Brexit era chamado de esquerdistas/comunista aqui no BR. Parece q eles entendem melhor de economia do que os "liberais" brasileiros

  • Coloca a família real pra.resolver essa parada..esse bando de gente vive as custas do povo. Gastam horrores com a faimila real põe pra trabalhar

  • Pensa numa reportagem boa! Não me incomodaria se o Canal monetizasse através de anúncios. Gostaria que o canal lucrasse pra viabilizar mais reportagens como essa.

  • Samuel Ferreira says:

    Não vou mentir. Nessa materia apresentada por vocês esperava uma opinião dando um direcionamento que o reino unido iria seguir não uma opinião com os caminhos. Isso todo veiculo de noticia pode entregar. Mas um direcionamento dizendo o que vai acontecer é mais correto como evolução da media de hoje. Essa coisa de só entregar os fatos faz parte do jornalismo do passado. Acredito que o jornalista de hoje tem que apontar o desfecho da história. I essa história do brexit não termina bem. Em um casamento um parceiro pede o divorcio você acha que outra parte vai dividir os bens amigavelmente?

  • Nilson Nobuaki Yamauti says:

    Não considero maioria simples como procedimento legítimo em decisões cruciais que afetam toda uma nação. Nem todas as pessoas que votam são bem informadas.

  • Wines in 2 Minutes says:

    Analisando de forma mais profunda, enquanto o desmanche da União Europeia interessa aos EUA, a manutenção da mesma, interessa à Rússia. Motivos? Muitas empresas da China e de muitos países do Oriente Médio já substituem Dólares por Euros, o que com certeza é uma afronta para os Americanos, que com Trump já se mostraram mais distantes da UE. Por outro lado a Rússia passa a ter mais controle de uma Europa coesa do que de países independentes, e para ressaltar um exemplo dessa minha afirmação, é o fato da Alemanha exigir que a Suécia (que não é membro da OTAN, apesar de membro da UE) pare com a produção de armas e tecnologias bélicas, pois incomoda sobremaneira a Rússia! Mas os Suecos sabendo da relação entre Berlim e Moscou, sabem que sua sobrevivência depende muito da manutenção do seu poderio bélico tecnológico. O Brexit segue interesses Americanos. Entretanto, a Europa não vai deixar barato essa saída do Reino Unido, pois em sendo bem sucedida para os Britânicos, vai gerar uma tendência generalizada para a Europa, que em sua maioria pagam a conta (acolhendo refugiados) de conflitos causados por EUA, Reino Unido e França. O Reino Unido, mesmo sabendo de todas as possíveis perdas com a saída do bloco, sabe que pode contar com EUA, bem como suas ex-colônias… Acredito numa curta recessão, caso haja um “hard Brexit”…

  • A mesma industria de mentiras, que manipulou as pessoas no plebiscito. Manipulou as eleições a favor de Trump e Bolsonaro…Um exercito e de Bots e seguidores radicalizados, atacando com ofensas e ameaças de morte, pessoas com oposição de ideias…. TERRORISMO

  • Na prática os países que entraram na união européia, colocaram um novo reinado magnâmino supremo sobre suas cabeças. Ótários mesmo! kkk

  • No mercosul, bestas serão os países que aceitarem se submeterem às leis criadas por líderes em quem eles não votaram.
    Uma união comercial não deve interferir na soberania de cada país que seja membro da união.

  • O Brexit foi a pior coisa que o Reino Unido poderia ter feito na vida e o pior de tudo é que eles literalmente embarcaram nessa ideia sem ter plano B.

    Se o Reino Unido sai da União Europeia rompendo sem acordo nenhum eles terão de negociar novos acordos e manter relações comerciais com os demais paises de dentro do bloco de forma individual.

    Se o Reino Unido sai da União Europeia mas se mantem no mercado comum vão ter cumprir as normas e as prescrições das leis alfandegárias já estabelidas pela União Europeia de forma incondicional se quiserem sobreviver no mercado.

    Logo, em ambos os casos vai ser "quase" como se eles nem tivessem saído da União rsrs.

    Se fizerem um novo plebiscito (que eu particularmente penso ser a saída mais racional) muito provavelmente ganharia aqueles que são contra o Brexit, o prazo de tempo limite seria estendido e o Reino Unido talvez permaneceria na União, contudo isso muito provavelmente provocaria uma onda de revolta e indignação popular em todo o Reino Unido, pois aqueles que votaram dois anos atrás sentiriam-se traidos o que agravaria ainda mais a descontentamento no parlamento britânico o que em última hipótese poderia levar ao fim até mesmo de todo o Reino Unido, pois você teria novos incêndios e turbulências políticas surgindo por toda a parte.

    Ou seja, o Brexit hoje ele desagrada gregos e troianos por assim dizendo rsrs

    Sem falar é claro que ninguém em completo uso de sua funções mentais e de sua saniedade mental vai querer assumir o cargo de primeiro ministro. Pois, todos sabem que qualquer ideia que propuserem ou tentarem empregar será inútil e ninguém vai dar conta desse problema. A Theresa May tendo sobrevivido a dois votos de desconfiança e já tendo deixado claro que não será candidata a reeleição, tem autonomia agora até o fim de Março para tentar resolver essa situação e depois ela lava as mãos dela e vai tomar um chazinho junto com o ex-primeiro ministro David Cameron que deve estar passeando e cantarolando por ai com um sorrisinho bobo de "Eu avisei!" estampado no rosto.

    Só posso desejar força para a Theresa May e principalmente para o povo britânico que Deus esteja com vocês porque vocês vão precisar de um verdadeiro milagre.
    #PRAYFORUNITEDKINGDOW

  • Acho que deveria ter um novo plebiscito pois em 2016 nao se tinha certeza se a saída da união europeia renderia bem aos cofre públicos britânico.Na minha opinião acho que é um tiro no escuro pois a Gran Bretanha tem a mais a perder do que a união européia.Alem também que muitas empresas teriam que sair da Reino unido por conta de nao ter estabelecido um acordo bilateral.Nesse caso a Reino unido poderia perder a Irlanda do norte por conta de movimentos de independência, não so ela mas como a Escócia que defende a permanência no grupo.

  • O problema da união europeia é que não ficaram claros os termos de uma saída de um estado membro, ou seja sabia-se como entrar mais ninguém sabia como sair e os britânicos ao votar na saída não pensaram nas condições de saída e nos custos desta saída.

  • Antônio Inácio da Silva Júnior says:

    Que Deus, em sua infinita bondade, lhe dê tudo de bom que você merece. Que você tenha muita alegria, paz, saúde e felicidade.Parabéns ao excelente trabalho. Antônio Inácio de Caruaru Pernambuco !!!!

  • manuel jorge Duarte says:

    não "UK" é pequena inglaterra e gales 27 países estão não a querem mais até a( Escócia e a Irlanda do norte "UK") todos estão fartos

    são idiotas e arrogantes mas só faltam 53 dias

    bbc =mi6

    Brasil

  • Parabéns pela reportagem BBC News e esperando ansiosamente para nathalia passarinho sair mais uma vez sair graciosamente da gaiola e conte mais sobre a relação irlanda do sul e do norte, mas não precisa ser voando!!!!
    ps; sim tenho mentalidade de uma criança ^^

  • Angélica Cardozo says:

    O trabalho de vocês é muito bom; arrumei minha alternativa para o final de semana que não as séries da netflix

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